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Energia Solar
Ricardo Aldabó
 
ISBN: 85-88098-09-1
Ano: 2002
Edição: 1ª edição
Número de páginas: 162
Formato: 14 x 21 cm
 
CÓD. 010
R$ 39,00

Este livro apresenta os conceitos e formas de aproveitamento da energia solar como fonte de geração de eletricidade, de calor e para a produção de combustível (hidrogênio).

Escrito de forma concisa, ele é acessível aos leitores com conhecimentos básicos de nível médio. Traz um mínimo de fórmulas e desenvolvimentos matemáticos, visando sempre aplicação prática.

 APRESENTAÇÃO

O aporte financeiro anual nas áreas de geração e distribuição de energia elétrica é estimado em U$ 800 bilhões, no mundo. A eletricidade é considerada insumo fundamental para o desenvolvimento econômico e social. Apesar disso, 2 bilhões das 5,7 bilhões de pessoas no mundo não têm qualquer acesso à eletricidade.

A demanda mundial por eletricidade cresce rapidamente, mesmo considerando os impactos negativos que acompanham algumas formas de geração convencional, tais como a nuclear e combustível fóssil. Tudo isso conduziu à necessidade da geração de eletricidade alternativa, com os produtores considerando os recursos renováveis para suprir a demanda sem agregar poluição ambiental.

Outro fator estimulante para novas fontes de energia alternativa é a desregulamentação das atividades do mercado de energia elétrica, que incrementa o desenvolvimento de pequenos produtores e também a competitividade entre as grandes concessionárias.

A energia solar é a fonte de energia menos poluente e menos finita conhecida até o momento. Disponível para a humanidade desde o surgimento da vida na Terra, a energia solar nunca foi aproveitada de forma tão eficiente quanto as outras fontes de energia. E isso considerando que todas as outras fontes de energia renováveis apresentam alguma desvantagem. Providenciar um sistema de suprimento de energia solar confiável é uma tarefa que encontra algumas dificuldades e um certo grau de complexidade.

Atualmente, os sistemas de energia solar mais utilizados são os de aquecimento residencial passivo e fornecimento de energia elétrica para equipamentos autônomos remotos. Essas duas aplicações são representações práticas dos dois métodos de aproveitamento da energia solar: sistema térmico e sistema elétrico (também chamado fotovoltaico). O sistema térmico converte a energia radiante do sol em calor, usando esta energia conforme a aplicação desejada. O sistema elétrico converte a energia radiante do sol diretamente em energia elétrica, que pode ser usada como uma fonte de energia comum.

Outros sistemas menos populares, mas efetivos são: aquecimento de água residencial, alimentador para bombas de recalque de água, repetidores de telecomunicações e fornecimento de energia em dispositivos espaciais. Além do desenvolvimento nessas áreas, aplicações de larga escala estão sendo testadas para utilização num futuro próximo.
A radiação solar incidente no limite superior da atmosfera sofre uma série de reflexões, dispersões e absorções durante o seu percurso até o solo, conforme as variações climáticas. A incidência total da radiação solar sobre um corpo localizado no solo é a soma das componentes direta, difusa e refletida.

A radiação direta é a que não sofre mudança de direção além da provocada pela refração atmosférica. A radiação difusa é aquela recebida por um corpo, após a direção dos raios solares ter sido modificada por reflexão na atmosfera. A radiação refletida depende das características do solo e da posição do elemento receptor.

A disponibilidade da energia solar na superfície da terra varia conforme o local e a época do ano. Muitas aplicações exigem tanto uniformidade quanto constância no suprimento da energia. O maior desafio para o projetista de sistemas de energia solar consiste no estudo e previsão da radiação solar, nos meios utilizados para capturar essa energia e na forma de armazenamento.

Algumas das variações são previsíveis: a variação diurna, que é função do movimento de rotação da Terra em torno do seu eixo; a variação sazonal, que é função da inclinação do eixo da Terra; e a variação anual, que é função da órbita elíptica da Terra em torno do Sol. Outras variações significativas são previsíveis por estatística, tal como a incidência média da radiação solar por um período de tempo. Nesse caso, existem os efeitos da formação de nuvens, poluição atmosférica, pó e nevoeiros.

A quantidade de energia incidente sobre uma superfície plana de um metro quadrado, no período de um dia, é em torno de 0,2 kWh/m2. Isso não é muito quando comparado com a intensidade de outras fontes conhecidas de energia. Por exemplo, uma lâmpada incandescente de 100 W possui uma intensidade de 12 kWh/m2 e um forno elétrico de 500 W, intensidade de 25 kWh/m2.  Logo, o sistema de energia solar necessita de coletores espalhados por uma grande área para que seu rendimento seja razoável.

O armazenamento também representa um desafio econômico quando comparado com as outras formas de energia disponíveis. Mesmo com essas desvantagens, a energia solar constituí-se atualmente numa importante fonte alternativa de energia.

 
 SOBRE O AUTOR
 

Ricardo Aldabó Lopez é formado em Engenharia Eletrônica, trabalhando em manutenção e desenvolvimento de projetos na área de Geração Hidrelétrica da Companhia Estadual de Energia Elétrica, Rio Grande do Sul, desde 1980.

Autor dos livros Sistemas de redes para controle e automação (Editora Book Express, Rio de Janeiro, 1999); O gerente eficaz (Independente, Porto Alegre, 1992 – esgotado); Qualidade na Energia Elétrica (Artliber Editora, São Paulo, 2001) e Gerenciamento de Projetos (Artliber Editora, São Paulo, 2002);  de artigos técnicos na área de projetos e eletrônica com aplicação dirigida a cursos técnicos de nível médio e superior.

 
 ÍNDICE
 

Capítulo 1: A energia solar
Energia renovável no mundo
Consumo de energia no Brasil
Energia solar
Padrões de normatização

Capítulo 2: A célula fotovoltaica e o coletor solar
Eficiência conforme o material de fabricação                             
Vida útil do sistema fotovoltaico                                               
Coletor solar

Capítulo 3: Sistemas por concentração de energia solar                             
Sistema tipo calha
Sistema tipo prato
Sistema tipo torre
Tabela de comparação entre as tecnologias

Capítulo 4: Aplicações básicas
Sistema fotovoltaico autônomo                                                 
Potência e energia geradas
Dimensionamento de um sistema                                                        
Satélite de energia solar (SES)
Solar Two        
Aquecimento de água   
Aquecimento combinado de água e ambiente                                        
Refrigeração
Secagem de produtos agrícolas                                               
Destilação de água       
Sistema solar marítimo 
Sistema de armazenamento baseado em amônia                      
Concentrador solar a laser        
Bombeamento de líquidos         
Substituição do chuveiro elétrico                                                          
Tanque solar
Phoebus          
Sistema fotovoltaico da Estação Ecológica Juréia - Itatins                      
Sistema fotovoltaico do Parque Ecológico Porto Sauípe                         
Sistema de bombeamento de água Comunitário 

Capítulo 5: Energia e meio ambiente
Custos ambientais       
Aspectos sociais         
Linhas de transmissão  
O desenvolvimento sustentável  

Capítulo 6: Instalação com sistema fotovoltaico
Controlador de carga
Baterias           
Monitoração do sistema
Inversor            
Cargas CA                   
Sistema de retaguarda (backup)                                               
Proteção contra descarga atmosférica   

Capítulo 7: O combustível hidrogênio
Eletrólise por energia solar        
Célula de combustível   

Apêndice A: Energia hidrelétrica

Apêndice B: Energia solar no Brasil: fornecedores e informações  

Glossário

Bibliografia